6 de julho de 2015

Por amor agente espera. Por amar agente fica. Hoje é finalmente o dia em que te digo adeus, te deixo ir, sem choros e sem dramas, e sem causar qualquer peso no teu coração. Hoje é o dia que te deixo para trás, não por querer, mas porque tu o quiseste. E não ouves as minhas lágrimas porque não quero colocar em ti o peso da culpa, porque sei que tu tens coração e que sentes, de alguma forma, a tristeza dos outros. E embora nunca vás ler estas palavras que o meu coração grita, eu falo como se estivesses aqui bem à minha frente, porque o peso que eu carrego nas minhas costas e no meu coração é demasiado grande, porque as pessoas erram todos os dias e, por vezes, temos que arcar com os erros dos outros, como se fossem nossos, e isso é algo que eu não posso evitar, porque já tentei demasiado, porque vejo que as minhas palavras a ti, soam-te como mentiras. Talvez queiras que eu sinta, que me doa, e que eu desespere, e se é isso que pretendes dou-te a vitória e digo-te que é o que consegues. Os meus momentos de desespero, de choro e de raiva, são guiados pela falta que eu sei que vais fazer na minha vida, pelos momentos que continuam a passar na minha cabeça, que eu nunca hei-de conseguir esquecer, e espero que não viva com esta dor para o resto da minha vida. Porque o amor, as vezes, não traz felicidade. Porque amar-te, trouxe-me desgosto e tristeza, se eu não quisesse de ti mais do que amor, seria tão fácil seguir em frente sem olhar para trás e convencer-me que tudo é melhor sem ti. Mas tu pedes-me isso nas entrelinhas do que dizes, pedes-me que me vá, que deixe tudo para trás e eu decidi que a minha última prova de amor seria fazer exactamente aquilo que me pedes. Deixar-te. Porque entendi que nem sempre por amor temos de ficar.

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