11 de julho de 2015

a nossa lua.

és uma pessoa insaciável, que nunca quebra, a quem os sentimentos, de alguma forma, passam ao lado. e eu gostava de ser como tu, de ter saído mais cedo, menos magoada, mais inteira. Gostava de ter saído mais eu.
Mais Adriana e menos nós, ou tu. Amo-te como no primeiro dia que comecei, ou percebi, que te amava. Sento-me no chão e as memórias atingem-me como uma onda. o que mais doi é recordar tudo o que nunca mais hei-de ter. as mãos dadas, os beijos escondidos, o saber que estavas do outro lado da parede, as conversas, as vezes que viste as minhas lágrimas e que as limpaste com as tuas mãos, quando ainda te doía ver-me chorar. como é que agora já não doi? onde foi que perdeste isso? todas as vezes que esperei por ti com os olhos a quererem fechar, nunca mais hei-de esperar por alguém com tanto entusiasmo e vontade; as noitadas no sofá que nos davam dores nas costas mas o coração cheio; os jantares que fiz para ti, as vezes que me levaste a jantar fora; e os nossos planos para o futuro, onde estão? 
as noites que passamos juntos, quando me abraçavas e no teu colo encontrava a paz que precisava; Todas as vezes que rimos até doer a barriga, e que eu me meti contigo à frente de outras pessoas, coravas como um miúdo de 5 anos.
Todos os "amo-te até à Lua..", ou quando jurámos que nada nem ninguém nos iria separar, se eu adivinhasse que tu é que nos ias separar... 
Todos os abraços apertados, o sitio onde eu mais gostava de estar, pois lá ouvia o teu coração. Agora não o ouço, não vejo nem a sombra daquele amor que juraste, só vejo os restos de alguém que fui, alguém que já não sabe ser feliz. Lembro-me do dia em que me disseste "amo-te para sempre" e eu sorri, porque fui feliz, lembras-te? Dói tanto perceber que o teu para sempre é demasiado curto e fraco. E que eu continuo presa à nossa lua, à tua espera. 

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