27 de dezembro de 2010

i miss you.

quantos de nós quando ouvem uma música lembram-se de alguém? porque em algum momento aquela música acompanhou momentos ou porque simplesmente nos remete para sentimentos que sentimos para com aquela mesma pessoa. 
tenho tantas saudades meu pequenino. do teu olhar doce e despedaçado ao mesmo tempo, nem imagino sentimento de abandono pelo qual passaste. e depois parece que o mundo virou-se contra ti e levo-te, como sempre leva aquelas que cá merecem ficar. e os que não merecem por cá ficam, a abandonar outros tantos que como tu depois de alguma maneira se vão pelas feridas que se entranham nos corações. sabes, acho que renasceste no corpo da minha menina. sempre que olho para ela vejo-te nos seus olhos, e tudo o que ela faz, todas as maluqueiras é aquilo que tu nunca pudeste viver. posso jurar que te sinto aqui a rondar pela casa. chamem-me tola, mas nunca mais consegui entrar no quarto onde passaste os teus últimos dias sem sentir o gélido sabor da saudade, tenho a tua coleira guardada e as vezes, quando a tiro da gaveta e lhe limpo o pó coloco-a ao pé da minha cara e sinto teu cheiro de cachorrinho bebe, tenho a tua tigela e o cobertor onde te deitaste guardados. foste como um filho para mim, que eu tive que ver partir demasiado cedo. um companheiro para a vida que me vai acompanhar sempre, até ao fim dos meus dias. e espero que quando eu me for tu estejas a minha espera. dizem que os animais não vão para o céu, mas também dizem que um dia iremos nos encontrar com todos que vimos partir e que permanecem no nosso coração. e é por isso mesmo que digo que um dia vou-te voltar a ver. mesmo que te veja todos os dias. 









Para o Marley,
adriana.