7 de novembro de 2010

ainda me lembro dos primeiros dias. quando te vi com a tua mamã fiquei logo apaixonada por ti, e pedi-te tanto. sempre que visitava a tua casa ia direita a ti, pegar-te e afagar-te o pêlo, entre os meus braços, via um bebe nada distinto dos bebes humanos. porque conseguia olhar para os teus olhos e ver mais que um cão, um sincero amigo que eu possivelmente iria ter. a felicidade de te ter na minha vida possibilitou-me ver mais que animais, sempre gostei de animais, não só de cães mas de todos, mas talvez tenha sido a tua presença que despertou em mim este amor, tocaste no botão "on".
como se fosse ontem, lembro-me dos nossos primeiros dias, quando te rolaste comigo na relva, e me mordeste as orelhas, entres lambidelas e mordedelas foi crescendo entre nós um amor enorme, gigante, arrebatante. para mim imprescindível. todos os dias agradeço à vida por me ter colocado alguém como tu no meu caminho.
és também muito barulhento e choras quando eu ou o meu namorado te deixam sozinho e só te acalmas quando voltamos, mordes-nos se não te damos a atenção que queres, rasgas a minha roupa e rasgas os meus sapatos, tiras a roupa do estendal e já me fizeste passar gigantes vergonhas. mas a amizade que me dás em troca é o suficiente para eu esquecer tudo, e é essa amizade que realmente dá alento à minha vida, e não as roupas e os sapatos rasgados. o amor deve vir sempre em primeiro, e entre nós eu sei que vem. 
 

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