5 de outubro de 2010

ódios.

bem, o que eu odeio mesmo de morte é a fraqueza que muita gente pensa ter. não é que não aceite as fraquezas dos outros porque todos nós temos, e temos que saber viver com ela. mas odeio aquelas pessoas que fazem de tudo uma fraqueza. que afirmam que a sua vida acabou ali, que já não vale a pena viver, que já não se vai ser mais feliz. odeio pessoas que se fazem de coitadinhas e nem sabem que o tão a fazer, que já despertam nas pessoas não amizade e solidariedade mas sim pena! meus caros, odeio pessoas que gostam que os outros tenham pena deles. isso é alguma coisa? é uma pena se os nossos pais morreram num acidente e ficámos totalmente sozinhos, mas não é uma pena se o nosso namorado acabou connosco. tipo, quem é que nunca teve um desgosto de amor? quem é que nunca chorou por uma pessoa que não nos ligava nenhuma? todos nós já fizemos isso, mas penso que até um ponto em que parámos para pensar e dissemos "porra! isto não é vida para mim!". quem é que leva quase 2 anos nesta história? é uma pessoa que não está presa ao passado, mas sim uma pessoa que não o quer deixar. porque tem demasiadas histórias bonitas? não. aliás, do que eu sei não tem quase nenhumas, por isso eu não sei a resposta. já tentei perceber mas não consigo. e sim, estou a falar de uma amiga minha. eu adoro-a. mas estou chateada, porque não a quero ver sofrer e vejo toda a gente a dizer para ela seguir em frente, e ela? mantém-se naquela posição à defensiva, sempre esperando que a percebamos. já toda a gente percebeu, mas também já toda a gente percebeu que é altura de largas os velhos trapos da tristeza e colocar remendos, para que possa viver uma vida nova e feliz.

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