29 de outubro de 2010

arrumaste-te, nessa tua atitude sempre vaidosa, engraçado que todos pensam que só as mulheres são vaidosas, eu gosto de ver-te arranjares-te muito mais que eu, enquanto que eu visto os meus velhos jeans gastos e cansados, e uma blusa tua que me fica pelos joelhos, puxo o cabelo e com um elástico amarro-o todo de uma só vez, sem me importar com olhares alheios. mas tudo isto não quer dizer que tu te importes. 
peço-te um cigarro, olhas para o maço já amachucado e quase vazio, e olhas-me com um olhar constrangedor porque te estou a pedir o último, mas como sempre, dás-mo. entramos no carro e eu sintonizo sempre a rádio noutra estação que não seja a 100.5 e gozo contigo por gostares desse tipo de música, mas lá no fundo sabes que eu não te condeno. eu gosto de ti é assim, tão igual aos outros mas tão diferente. 
canto músicas ao teu lado e tu sorris, dizes-me que canto tão bem e eu julgo-te porque eu sei que sou um rouxinol muito desafinado. sabes do que gosto mesmo? de te roubar beijos quando estás a conduzir, de brincar contigo, de dançar no carro e as pessoas ao passarem ficam com as suas caras espantadas, que eu adoro. e rimos, rimos e rimos vezes e vezes sem conta.
perguntam-nos sempre qual é o nosso segredo. o segredo pelo qual nunca brigamos, nunca nos zangamos, o segredo pelo qual estamos sempre a sorrir um com o outro. e nós, soberbos, dizemos que não sabemos! mas a verdade é que nem tu nem eu fazemos a mínima ideia do que estão a falar. segredo? não temos nenhuma poção mágica nem fizemos juras com o diabo. 
se querem ser felizes façam o que eu fiz: entreguei o meu coração há única pessoa que o poderia partir, acreditando, que ele nunca o vai fazer. 

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