12 de setembro de 2010

porque perdes-te o teu brilho? porque te deixaste apagar como uma estrela que chega ao fim, sabes como morrem as estrelas? parece que é o estado mais belo e espectacular que elas atravessam, e ao morrerem explodem e produzem tanta mas tanta luz que é capaz de iluminar uma galáxia inteira. pode-se comparar a ti, deixas-te de brilhar e morreste ao deixares de acreditar em ti, mas deixas-te muitos sem luz no escuro, um dia foste capaz de iluminar os mundos, os nossos mundos, mas esqueceste-te de ti. deixaste de brilhar na tua vida, não sei se reparaste ou fechaste-te no teu mundo tão teu que não vês mais nada, afastaste-te e agora só brilhas quando queres, o problema é que não te vi brilhar nunca mais. tenho medo que seja para sempre. mas um brilho como o teu não se perde assim do nada, eu sei que o tens guardado e escondido, talvez com medo que to roubem, entre as mãos ou entre as tuas roupas nas tuas gavetas desarrumadas. entre o teu mundo, entre as lacunas que deixaste às escuras onde estamos nós, aqueles que te amavam e que continuam a amar-te, esses pedaços de chão entreabertos que esperam ansiosamente pelo brilho que irradiavas ontem, e que hoje desapareceu como se o universo sem fim o tivesse engolido. eternamente, como plantas que precisam de luz para viver, esperamos por ti.