14 de setembro de 2010

a felicidade é uma longa e larga caminhada que percorremos toda a nossa vida, não é um ponto de chegada é toda uma construção que fazemos desde que damos o primeiro suspiro até ao último, é algo que nos compete, não um direito mas um dever e todos nós devemos-nos certificar que estamos a lutar por ela, é algo que nos cativa e por vezes que nos desperta inveja quando a avistamos mesmo ao nosso lado, na estrada de outra pessoa. por vezes até tentamos roubá-la pensando que ela é a indicada para nós, mas o que nos esquecemos é que a felicidade de cada pessoa foi construída por essa mesma e por isso é a sombra dessa pessoa, é dela e não devemos roubá-la. muitas vezes confunde-se felicidade com companheirismo, quando se pensa que só se é feliz se determinada pessoa estiver na mesma estrada que nós, que nos siga os passos, que seja a nossa sombra, e começamos a misturar as coisas até que um momento fica tudo tão misturado que já não se distingue, como se ligássemos uma batedeira nas nossas vidas que mistura tudo tão rápido até que fica uniforme, e já não sabemos quem é a farinha e quem é a água. fica-se perdido, perde-se as pegadas anteriores, tudo deixa de fazer sentido e nada é tão certo como aquela mistura que fizemos com as nossas próprias mãos e que agora nos afoga, e é ai que vamos em rumo ao sofrimento. distinto da felicidade, mas irmão dela. porque muitas vezes ela leva-nos a ele, os sentimentos são todos uma família, e o amor é o pai. e é ele, como pai que é, que nos orienta de novo até à felicidade, o amor por nós próprios, o amor pela vida e o amor pelo coração. e aí sim, conseguimos retomar a nossa estrada e esta infalível caminhada que percorremos separados mas juntos, em rumo à felicidade.