25 de agosto de 2010

solitate.

como se te pudesse escrever uma carta que tu irás receber, hoje eu dedico-te estas palavras que nada valem e se as pudesse trocar por algumas moedas provavelmente ficaria com as mãos cheias de nada, cheias de emoção e de saudades. parece que foi ontem que me cortaram um pedacinho do coração e que o levaram embora. as feridas não saram assim tão depressa... olha, a que tu me provocaste ainda não sarou e acho que nunca irá sarar e mesmo que sare as cicatrizes são para sempre. vai haver sempre um risco no meu coração, e no meio de outros tantos que por algumas diversidades foram ficando o teu destaca-se! como se o tivesses assinado com a tua rubrica, deste um autógrafo ao meu coração. e não dos que eu queria. esse eu não te pedi, porque mo deste?! tenho tantas saudades, sabes? tuas e de tudo o que me davas só pela tua existência, e agora o que faço com a tua inexistência?! como se houvesse sempre um vazio por onde quer que eu passe ocupado por ti, uma tempestade que nunca vai abrandar, uma cheia que tomou conta de uma parte da minha vida e essa mesma parte afogou-se, está submersa à espera que tu tires o tampo para que a àgua escorra e eu respire de alívio. mas eu sei que tu nunca o vais tirar, porque não podes. estás tão distante de mim, sei que se pudesses falar comigo dirias-me que onde quer que estivesses irias estar aqui ao pé de mim, como sempre tiveste. foste uma peça do puzzle da minha infância tão importante, e agora o meu puzzle está incompleto! à medida que a vida vai avançando vou-me afogando mais e o puzzle vai ficando cada vez com mais buracos, alguns são substítuiveis e outros nem tanto. mas todos eles deixam a sua marca. fazes-me tanta falta, avó. não sei porque é que passados 5 anos é que eu decidi escrever-te isto. parece que cada vez dói mais, cada vez é mais difícil viver sem ti. não posso dizer que lutaste, porque tu não lutaste, a vida foi-te ceifada de uma forma tão repentina e inesperada, nem tu própria estavas à espera. ninguém. muito menos eu. depois de te teres ido parece que a vida se desmoronou, que tu eras o alicerce que aguentava todas as nossas vidas, e depois da tua existência não passar só de uma lembrança começou a cair tudo. já passaram 5 anos, e eu cresci querida avó. eu fui crescendo e já não sou a menina que tu deixaste para trás, mas uma parte do meu coração, aquela parte que te pertence ficou sempre presa às nossas lembranças, e há-de ficar para sempre. como um elo que liga o futuro ao passado.... um passado que eu nunca vou esquecer. 

3 comentários:

Cá. disse...

ohh, muito obrigada.
sim claro, Yann Tiersen - Summer '78. :)

Danii disse...

Gostei tanto *.*
Estou a seguir :)

Danii disse...

Ohh, obrigada fofinha $: