18 de agosto de 2010

#20 LETTER TO THE ONE THAT BROKE YOUR HEART THE HARDEST

olá meu passado, como estás? espero que bem. por cá não estou bem, estou maravilhosamente bem. quem diria? ninguém, muito menos tu. depois de teres partido o meu coração de uma forma tão cruel todos diziam que eu nunca mais ia ser a mesma e que, sem dúvida, não iria recuperar! até mesmo eu duvidei disso, da minha recuperação. pois bem, ela tardou mas chegou. a tua estadia na minha vida teve vertentes boas e outras más. ensinaste-me muita coisa, e se a tua intenção era deixar-me menos eu lamento desiludir-te mas não conseguiste, ou se calhar não lamento. é bem feita! é verdade que levaste contigo um pedaço de mim, aquele pedaço que te pertencia, mas também eu não o quero p'ra nada. essa Adriana que te pertence é cega, surda e muda. era assim que eu era, que vergonha que tenho de mim mesma... 
como é que pude acreditar em alguém que dizia que me amava e depois me calava com palavras ofensivas, como é que eu aguentei tanto tempo? amava-te tanto e achava que tu eras para sempre, calava-me porque achava que valia a pena. tu destruíste tudo o que havia de bonito entre nós. e mesmo assim, sob tantas ofensas, quando todos me tentavam abrir os olhos e me repitam que não, tu não eras para mim eu defendia-te e dizia-te que essa era a tua maneira de ser, mas que pouco ou muito tu gostavas de mim! e isso chegava-me. mesmo que eu te amasse pelo universo sem fim se tu gostavas de mim só um bocadinho que seja já me enchia os dias. meu deus, era tão estúpida! nunca percebi ao certo o que sentias por mim mas acho que no fundo, o teu fundo, tu gostavas de mim à tua maneira. só que ela não é a maneira de se gostar de alguém. o que pensavas era que eu estava tão certa como 2+2 serem 4, e o que mais me revolta é que por meses tu tiveste razão, eu fui mesmo certa, estava sempre lá para ti, nos teus momentos altos ou aqueles mais baixos, mesmo que me tratasses mal eu esquecia tudo e corria para ti se chamasses por mim. aprendi tanto contigo, aprendi coisas más. não sei se te agradeça por agora não cometer os mesmos erros que cometi contigo, ou se te deva culpar porque agora tenho medo... medo de me voltar a magoar como fiz contigo. mas superei os meus medos e voltei a amar. sabes, depois de me ter julgado tão fraca, de pensar que nunca mais ia encontrar ninguém que me fizesse amar tanto como tu dei-me conta que não sou fraca, sou é não crente. não acreditei em mim mesma e na minha capacidade de amar e de perdoar. mas não te perdoei a ti, perdoei a vida por me ter posto alguém como tu no meu caminho. mas tudo acontece por uma razão não é? lembro-me que não acreditavas em coincidências, aqui está a não coincidência da minha vida, a vida colocou-te no meu caminho para que eu pudesse ver que o amor nem sempre é correspondido, e muito menos os amores arrebatadores. e que ás vezes ele SÓ nos faz chorar. mas como é que eu gostava de alguém que me fazia sofrer tanto?! 
mas a vida continuou e eu sofria todos os dias porque todos os dias me lembrava de ti. alguns tentaram chegar-se para mim mas eu mantinha o meu coração fechado e não o abria para ninguém, estremeço só de pensar se tu naquela altura tivesses querido abri-lo de novo, provavelmente eu teria sido burra o suficiente para cair de novo nas tuas falinhas mansas. hoje, finalmente fui capaz de abrir de novo o meu coração e dar conta do quão enganada eu estava. que não existem só Rodrigos por ai, e que eu encontrei o meu verdadeiro príncipe encantado. 
ele conseguiu resgatar todos os estilhaços do meu coração e fez-me voltar a acreditar, a acreditar que o amor tem destas coisas. umas vezes sofre-se, mas vale a pena quando temos a certeza de que também se é feliz. uma coisa que tu nunca fizeste comigo. foste o típico playboy e eu... eu fui a típica tola sonhadora que sonhou que era suficiente para mudar alguém como tu. nunca vais mudar, vais acabar sozinho porque todos vão perder as esperanças em ti, maior parte deles já perderam. cada vez que falam-me de ti falam com pena, não de mim, mas de ti. e já cheguei a ouvir que tu eras bem melhor quando eu estava contigo. sê feliz. tiveste o meu corpo e o meu coração. aproveitaste-te do meu corpo, queimaste o meu coração e com ele o teu nome desapareceu. para mim já não existes.
e sabes uma coisa? já gastei muitas palavras contigo. 

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