9 de junho de 2010

to be alone with you (again.)


sabes uma coisa? após o teu pedido para eu te escrever um texto sentei-me na mesa com uma folha branca e um lápis, meti a tocar To be alone with you, não fosse essa a melhor melodia para me lembrar de ti. quanto mais olhava para o papel mais me doía o coração porque mais me recordava, as recordações chegaram como flash's, chegaram como memórias de um filme a preto e branco que já passou à muito tempo, como se tivesse saído dos cinemas, a tela tivesse fechado e eu tivesse continuado ali na sala, sentada, sozinha, à espera que ele recomeçasse. vieram-me à memórias imagens e sons, imagens de festas, bebidas, amigos, sons de músicas, risos, de palavras que partilhámos. e quanto mais me lembrava menos eu escrevia, e mais depressa queria sair dali, teria sido muito mais fácil ter pegado na folha e te-la rasgado em mil bocadinhos, mas não o fiz. sabes porquê? porque me dei conta que era assim que estava a parte do meu coração que tu ocupas, partida em mil bocadinhos. então vim para aqui e finalmente dei conta do porquê de doer tanto, é porque tenho a ligeira mas horrível sensação de ter deixado fugir uma pessoa que significava tanto para mim. de ter deixado um amigo sair da minha vida, de quase lhe ter aberto a porta ou ter-te dado a chave para tal. houveram vezes em que duvidei tanto de ti, meti em causa o que sentias por mim, meti a nossa amizade em causa. até posso ter dito que te odiava, posso ter-te virado as costas e posso ter dito que te queria longe... mas sabes o que eu queria realmente? queria gritar que gostava tanto de ti, queria que me contornasses mesmo que eu te voltasse as costas, queria que estivesses sempre perto de mim! a realidade é que também na maior parte das vezes não soubeste ler os meus sinais mudos, mas eu não te vou culpar por isso. os erros que cometemos um com o outro são a única coisa que quero apagar do nosso passado. porque todos os outros momentos valeram sempre a pena! aquele Verão que passámos juntos, sempre na companhia um do outro, foi sem dúvida o melhor, porque fomos sempre amigos! até ao último momento. a verdade é que fomos burros o suficiente para desenhar uma vírgula onde ela nunca deveria ter existido, errámos mas aprendemos. hoje, aqui, ao pensar em ti e a ouvir a nossa música, eu dou-me conta de que nada mudou sabes? há coisas que nunca mudam, venha o que vier a amizade que um dia conseguiste despertar em mim vai estar sempre aqui, à espera que a venhas reclamar. ela é tua, e por isso eu não a vou dar a ninguém. vou guardar tudo o que vivi contigo, guarda também, para que um dia nos sentemos os dois e possamos desfrutar das nossas memórias em conjunto e para que possamos olhar de novo um para o outro como nunca deveríamos ter deixado de olhar.
gosto de ti, para sempre.
Luidji





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