3 de junho de 2010

Adeus.


Porque não te vais embora? De vez. Mas porque raio tens que continuar a assombrar a minha vida como se ainda fizesses parte dela?! Antes não te achava um erro, mas agora começo a pensar cada vez mais que sim, que provavelmente és aquela parte do passado que eu gostava de apagar. Ou talvez não, porque agora eu sei que não devo entrar no mesmo círculo de pessoas como tu. Odeio-te sabes? Mas amei-te. O que é mais parvo é que eu fiz tudo por ti, a sério. A pensar que tu merecias, que nunca me iria arrepender até porque o amor valeria qualquer coisa. Perdi tantas coisas e tantas pessoas por causa de ti, e agora sei que nunca mais as vou recuperar. Queria poder exigir-tas mas a culpa não foi só tua, eu fui cega e no passado acreditei que hoje ainda estarias aqui e que continuarias sempre a valer a pena, pois... enganei-me. Não sei se continuas a achar que entre nós ainda dá, mas o "nós" já nem existe, eu risquei do meu dicionário. Eu risquei-te a ti, apaguei da minha mente e acima de tudo do meu coração o teu nome, e a tua imagem ainda não consegui porque agora parece que te vejo sempre, até te vejo mais do que quando queria realmente. Passámos bons momentos, é verdade, mas tu foste riscando eles todos, foste pintando-os com dor e tristeza, foste semeando o ódio e no fim eu sabia lá o que sentia por ti, era um amor que andava de mãos dadas com um ódio que ás vezes era muito mais forte. No fim eu olhava para ti e já não me brotavam palavras de amor, perdi as borboletas que sentia na barriga quando te via, os meus joelhos deixaram de enfraquecer quando me beijavas, e já não me arrepiavas quando me passavas a mão nas costas. Os teus ciúmes? A esses eu já não achava a mínima graça porque realmente eles deixaram de ter piada e ficaste consumido por eles. Eu fui perdendo os ciúmes de ti, e até desejei que arranjasses outra. Eu sabia que estávamos na meta final, eu aceitei porque era isso que eu queria, tu não aceitaste. Ainda hoje não aceitaste. Eu acho que nunca tivemos uma despedida verdadeira, nunca te disse adeus e nem tu a mim.
Talvez sofras quando me vês, eu vejo que não consegues descolar os olhos de mim. Mas tens que esquecer, talvez um dia, quem sabe... daqui a algum tempo eu tenha-te perdoado e possamos ser amigos. O tempo cura tudo. Ele vai curar todas as ranhuras que há entre nós. Ás vezes até tenho saudades, do rapaz que eu um dia amei, não aquele que tu te transformaste. Tens saudades minhas? Guarda-me dentro da tua mente, guarda todos os momentos que aches que deves guardar. Um dia, eu acredito que estarei pronta para ir buscar os que eu acho ao meu baú, até lá por favor vai-te embora.
Lembra-te, que uma estrada tem sempre dois lados e por consequente, duas finalidades. Pode ser de partida e de chegada, e assim como partes, um dia podes voltar.
Aqui fica o meu Adeus espero que saibas percorrer a tua vida sempre com verdade, quando queres consegues ser uma óptima pessoa, basta quereres.

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