28 de maio de 2010

chega de preto e branco.


Queria poder encarar a minha vida como uma caixa bem colorida de lápis. Queria ser pintora, queria ter-te como ajudante da pintura que estou prestes a começar. Quero que juntos peguemos em cada lápis e quero que JUNTOS preenchamos os espaços em branco, quero dar cor a minha vida e quero dá-la contigo. Pinta-me. Pinta o meu céu de azul e o chão de verde, faz um sol que eu dou-lhe o teu nome, desenha flores como presentes para mim, faz um mar tão azul e tão calmo que nos possamos deitar nele, rabisca nuvens tão puras que me apeteça trinca-las como ao algodão doce. Desenha a noite, uma noite quente de Verão. Desenha as estrelas tão brilhantes que me ofusquem o olhar, no entanto, eu quero poder vê-las (contigo), desenha uma lua tão grande e desenha-a em quase todo o papel, desenha um banco de jardim para nos sentarmos, desenha uma praia onde nos possamos banhar e amar. Não desenhes um cais, aeroporto ou uma estrada qualquer. Eu não te quero ver partir, não da minha vida! Desenha-te e desenha-me contigo, juntos. Sempre lado a lado, nunca de costas voltadas. Desenha-nos como siameses enamorados, desenha-nos como eternos amantes, desenha-nos de uma forma que pareça que sempre estive ai e tu sempre estiveste aqui. Apenas desenha-me. Que hoje eu escrevo-te, como se estivesse a olhar-te e a tocar-me numa espécie de espelho, tu que és o meu reflexo. Desenha-me como se as tuas mãos tocassem um frágil piano, desenha-nos. Desenha-nos debaixo desse céu quer azul, quer estrelado, dentro dessa água pura e cristalina, sentados nesse banco debaixo da lua, desenha-nos debaixo da chuva. Onde quer que estejas desenha-me, porque onde quer que estejas é onde quero estar.

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