6 de maio de 2010

do que são feitas as lágrimas?


A chuva cai lá fora e perante isto nós somos meros pontos perdidos no planeta, somos só dois, se algum de nós desaparecer o mundo inteiro não vai chorar, acho estúpido pois se alguma celebridade desaparece pelo menos metade do planeta derrama água e cloreto de sódio e acreditam piamente que existe mais uma estrela lá no céu, pois está claro que se eram estrelas cá em baixo lá em cima também o serão.
Somos só dois em relação ao resto do planeta, duas cartas de um baralho onde ninguém se conhece, somos gotas de água perdidas nesse temporal, andamos às voltas a tentar encontrar um rumo, tu à tua maneira e eu à minha. Sempre de formas diferentes, mas sempre de corações entrelaçados. Tu vives a tua vida e eu vivo a minha, percorro todos os dias sabendo sempre que em algum lugar tu percorres os teus dias com mais ou menos ritmo do que eu, nunca gostei de andar às corridas e atrevo-me a dizer que sou deveras preguiçosa! Tu tocas o meu coração como se tocasses piano e dele consegues extrair as melhores melodias, consegues pintar uma felicidade incomparável e fazes com que eu veja em ti não mais um e sim “O”.
Gostava de te pedir que fosses meu, mas tu não és meu nem de ninguém e eu aceito-o, porque na realidade é isso que me faz querer-te tanto. És como um pássaro que não pertence a nada nem ninguém, não me pertences a mim nem pertences ao mundo.
És apenas mais um no mundo, tal como eu, e se desaparecesses de certeza metade do planeta não iria chorar-te, o mundo iria continuar nas suas correrias. No entanto peço-te que não desapareças porque se assim fosse o mundo para mim acabaria, pois tu és o meu mundo.

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