9 de abril de 2010

eu acredito.


Nesta folha branca de papel eu escrevo os meus devaneios e as minhas expectativas para um futuro pouco ou nada promissório, digo isto porque julgo que nada desta vida é uma certeza, tudo são pressupostos que construímos à medida que nos vamos conhecendo a nós próprios, vamos ganhando e, por vezes, alcançando sonhos que julgávamos inatingíveis.
Tento sempre enfrentar cada degrau desta imponente escadaria á qual chamamos de vida mas, despropositadamente ou não, vejo-me muitas vezes no seu último lance sem nada saber, como se voltasse aos tempos em que nem andar nem falar sabia, tempos esses em que as minhas palavras seriam realmente valorizadas pois eram pequenos tesouros que estreavam os caminhos da minha alma e que ficariam, e ficaram, para sempre guardados em algum sitio… paradas num lugar chamado tempo, um lugar que eu nem sei se existe, um elo entro o passado, o presente e o futuro, como uma ponte sem morada.
Todas as palavras que disse a partir daí foram perdendo o valor frente às pessoas que me rodeiam todos os dias da minha vida, considero-as cartas que nunca chegaram a ser abertas e lidas, e começaram a ser levadas pelo vento como penas sem peso algum que param em algum sítio, onde realmente tenham sido precisas.
Um lugar onde a verdadeira fome esteja na carência de palavras, como uma dieta que alguns decidiram fazer para o resto das suas vidas, deitando fora os seus dicionários mentais e enfrentando as suas vidas como folhas brancas que nunca hão-de ser borradas pela tinta de uma lapiseira.
Vibraria de felicidade se as palavras que aqui te escrevo, minha leal amiga folha, fossem espalhadas pelo mundo e entrassem nas mentes de cada um, assim eu escreveria aqui palavras de amor, afecto, solidariedade e de paz, assim realmente valeria a pena subir esta interminável escadaria.
Apesar de todas as atrocidades que cometemos uns para os outros e com nós próprios, defendo que a Humanidade é constituída de corajosos, corajosos estes que têm várias faces, como a lua, mas que consegue sempre sorrir, mesmo que esse sorriso venha acompanhado de algumas lágrimas que lavem a face e sobretudo a alma.
Uma Humanidade que partilha uma guerra passiva travada desde sempre: aquela que fazemos com o coração!
Assim, lutamos por amores possíveis e impossíveis, por vezes, não fazendo distinção entre cada um destes pois o que realmente interessa é que são ambos amores, impossíveis ou não, enchem-nos o coração e a vida sem que não haja espaço para mais nada.
Eram estas as palavras que eu queria que a humanidade nunca esquece-se: Amor, Coragem e União.
Penso que estas são as três palavras que nos podem dar algum alento para continuarmos sempre a subir sem medo de cair, e são estas as palavras que eu digo repetidamente todos os dias, mesmo que ninguém as ouça eu sei que elas estão guardadas dentro de cada um de nós á espera de saltar cá para fora.

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