4 de março de 2010

in the shadows.



Eu sei que parece que agora todos te abandonaram, que todos fugiram com medo dos problemas que se avizinham, sentes-te sozinha no meio de multidões e por mais que grites por ajuda parece que ninguém te ouve, ou simplesmente não te quer ouvir!
É duro ter que enfrentar a vida ou determinados momentos dela sozinho, é duro ter que limpar as lágrimas dos olhos e enfrentar os problemas com a cabeça erguida, seria muito mais fácil baixar a cabeça até ao chão e contar com a mão amiga de alguém... mas, por vezes, é necessário ser-se mais forte do que aquilo que somos, é necessário ser-se de ferro e esquecer que somos feitos de carne, esquecer os sentimentos e esquecer a ideia de não sermos capazes de algo, porque nós somos SEMPRE capazes de mais!
E quando esses mesmo problemas são resultado dos nosso actos e o arrependimento já não vale de nada há-que fazer desses mesmos erros armas, há-que enfrentar as consequências e aceitar que somos humanos e que temos o direito de errar, temos o direito de ser egoístas, temos o direito de não querer ver a não ser o nosso umbigo; há-que pegar nesses erros e fazer deles pequenos bilhetes do nosso passado e serão esses os bilhetes para a aprendizagem do presente e do futuro.
Há que aceitar que certas coisas morrem mesmo, certos sentimentos vão e nunca mais voltam e há que saber guardar as lembranças desses sentimentos no nosso lado esquerdo, e esse sitio ninguém pode entrar a não ser quem tu escolhas.
Há que viver a vida como se estivéssemos constantemente bêbedos, porque (infelizmente) quando estamos bêbedos é que realmente sabemos como agir, sabemos agir como verdadeiras pessoas com vida, que rimos, dançamos, gritamos, saltamos como se nunca mais o fossemos fazer de novo.
Há mesmo que saber viver a vida como se o amanhã não fosse certo, há que tentar fazer tudo como se fosse a última vez e aproveitar bem esses momentos, mesmo que os momentos simples como olhar o céu ou beber um café, há que fazer com que os nossos amigos e familiares todos os dias saibam o quanto importantes são para nós, há que gritar ao mundo que nós fazemos parte dele, há que fazer loucuras, há que sorrir muito, há que chorar, há que abraçar e beijar, há que correr entre os campos e apanhar flores, há que sentir o cheiro dele, há que tocar no pêlo suave de um animal, todos os dias temos que deitar os sentimentos maus fora como se fossemos um constante centro de reciclagem, como se morrêssemos e nascêssemos todos os dias...
Há que saber viver a vida como se o amanhã não fosse certo, até porque na realidade ele não é.

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